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Identidade visual

Manual de marca: o que ele precisa ter

Entenda o que é um manual de marca, o que não pode faltar nele e como ele ajuda sua empresa a manter a identidade visual igual em todo lugar.

Você já reparou que o logo da sua empresa aparece de um jeito no Instagram, de outro no cartão de visita e de um terceiro na fachada? Às vezes a cor é um pouco mais escura, às vezes o logo está esticado, às vezes alguém trocou a fonte "porque ficou mais bonito". Isso é muito comum, e quase sempre tem a mesma causa: a empresa não tem um manual de marca.

Neste artigo você vai entender o que é esse documento, o que ele precisa ter e como usar no dia a dia para que sua marca seja reconhecida em qualquer lugar.

O que é um manual de marca

O manual de marca (também chamado de brand book ou guia de identidade visual) é um documento que explica como a sua marca deve ser usada. Ele mostra o logo e suas variações, as cores certas, as fontes, os espaços mínimos e o que não pode ser feito.

Pense nele como um manual de instruções. A identidade visual é o produto; o manual é o que garante que qualquer pessoa vai montar esse produto do jeito certo. Se você ainda tem dúvida sobre essa diferença, vale ler o nosso artigo logo não é identidade visual.

Para quem ele serve

O manual não é só para designer. Ele serve para:

  • A pessoa que cuida das redes sociais da empresa;
  • A gráfica que vai imprimir cartões, folders e banners;
  • O fornecedor que vai fazer a fachada ou o adesivo do carro;
  • A agência que vai criar o site ou os anúncios;
  • O próprio dono, na hora de aprovar qualquer material.

Quando todo mundo segue o mesmo guia, a marca para de "mudar de cara" a cada peça nova.

O que não pode faltar no manual de marca

Um bom manual não precisa ter dezenas de páginas. Precisa ter o essencial bem explicado. Veja os itens principais.

Logo e suas versões

O logo principal, a versão horizontal e a vertical (quando existirem), a versão reduzida para espaços pequenos (como a foto de perfil do Instagram) e as versões em uma cor só, em preto e em branco. Cada versão deve vir com uma indicação de quando usar.

Área de proteção e tamanho mínimo

A área de proteção é o espaço livre que precisa ficar ao redor do logo, sem texto ou imagem encostando. O tamanho mínimo é o menor tamanho em que o logo ainda fica legível, tanto na tela quanto impresso.

Cores com os códigos certos

Não basta dizer "azul". O manual precisa trazer os códigos de cada cor nos formatos usados em cada meio: HEX e RGB para telas (site e redes sociais), CMYK para impressão e, se houver, a referência Pantone. É isso que evita aquele azul que sai diferente em cada gráfica.

Tipografia

Quais fontes a marca usa, para títulos e para textos, e onde baixar ou comprar cada uma. Também vale indicar uma fonte alternativa gratuita para quando a principal não estiver disponível, como em apresentações ou documentos do dia a dia.

Usos proibidos

Essa é uma das partes mais úteis. Mostre com exemplos o que não fazer: esticar o logo, trocar as cores, colocar sombra, girar, aplicar sobre um fundo que atrapalha a leitura. Uma imagem com um "X" vermelho ensina mais do que um parágrafo inteiro.

Aplicações reais

Exemplos de como a marca fica em peças do dia a dia: cartão de visita, post de Instagram, assinatura de e-mail, fachada, uniforme. Ver a marca aplicada ajuda quem vai produzir um material novo a entender o "clima" dela.

Tom de voz (opcional, mas recomendado)

Muitas empresas incluem também um trecho sobre como a marca "fala": mais formal ou mais descontraída, se usa "você" ou "o senhor", palavras que combinam e palavras que devem ser evitadas. Isso ajuda muito quem escreve legendas e textos para o site.

Como usar o manual no dia a dia

Ter o manual guardado numa pasta não resolve nada. Ele precisa circular. Algumas práticas simples:

  1. Mande junto com todo pedido. Sempre que contratar uma gráfica, um fornecedor ou um freelancer, envie o PDF do manual e a pasta com os arquivos do logo.
  2. Deixe num lugar fácil. Uma pasta compartilhada na nuvem, com nome claro, evita que cada pessoa use um arquivo diferente baixado do WhatsApp.
  3. Use como critério de aprovação. Antes de aprovar uma arte, compare com o manual. Se a cor ou o logo estiverem fora do padrão, peça ajuste.
  4. Atualize quando a marca mudar. Se você fez algum ajuste na identidade, o manual precisa acompanhar. No artigo quando mudar a identidade visual da empresa explicamos os sinais de que chegou a hora de uma mudança maior.

Em datas especiais, como o fim de ano, o manual também ajuda a criar peças temáticas sem perder a cara da empresa. Falamos disso em sua marca no Natal sem perder a identidade.

Sinais de que sua empresa precisa de um manual

Se você se reconhece em algum destes pontos, vale a pena organizar o seu:

  • Cada gráfica entrega uma cor diferente;
  • Você não sabe onde está o arquivo original do logo;
  • Quem cuida das redes sociais já perguntou qual é a fonte da marca;
  • O site, o Instagram e a fachada parecem de empresas diferentes;
  • Você troca de fornecedor e precisa explicar tudo de novo.

Um manual de marca não é luxo de empresa grande. É uma ferramenta simples que economiza tempo, evita retrabalho e faz o cliente reconhecer sua empresa onde quer que ela apareça. Se quiser ajuda para montar o seu, fale com a gente.

Perguntas frequentes

Empresa pequena precisa de manual de marca?

Precisa, só que numa versão enxuta. Algumas páginas com logo, cores, fontes e exemplos de uso já evitam a maior parte dos erros do dia a dia.

Qual a diferença entre manual de marca e identidade visual?

A identidade visual é o conjunto de elementos da marca, como logo, cores e fontes. O manual é o documento que explica como usar esses elementos, para que qualquer pessoa aplique tudo do mesmo jeito.

Em que formato o manual de marca deve ser entregue?

O mais comum é um PDF fácil de compartilhar, acompanhado de uma pasta com os arquivos do logo em várias versões e formatos. Assim quem recebe já tem o guia e o material pronto para usar.

De quanto em quanto tempo o manual precisa ser atualizado?

Sempre que algo da marca mudar, como uma cor nova, um novo canal de comunicação ou um ajuste no logo. Fora isso, vale revisar uma vez por ano para ver se ele ainda reflete o que a empresa usa de verdade.

Conrado

Sócio-fundador da VEC Sistemas, empresa de software de Maringá com 15 anos de mercado, e responsável pela área comercial da VEC Digital. Escreve aqui o que responde para clientes todos os dias.

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