Quando mudar a identidade visual da empresa
Veja os sinais de que é hora de mudar a identidade visual da sua empresa, quando só um ajuste resolve e como fazer a troca sem perder clientes.
A logo foi feita às pressas quando a empresa abriu. Na época resolveu. Anos depois, a empresa cresceu, mudou de público, ganhou novos serviços, e a marca continua a mesma. Em algum momento bate a dúvida: está na hora de mudar a identidade visual?
A resposta nem sempre é sim. Trocar a marca dá trabalho e, feita sem motivo, pode confundir quem já conhece você. Mas manter uma identidade que não representa mais o negócio também custa caro, só que de forma mais silenciosa. Neste artigo você vai ver os sinais mais comuns de que a mudança faz sentido, quando um ajuste já resolve e como fazer a troca sem perder o que a marca já conquistou.
Se você ainda tem dúvida sobre o que entra numa identidade visual, vale ler antes o nosso artigo sobre por que logo não é identidade visual.
Sinais de que a identidade visual ficou para trás
Nenhum sinal sozinho obriga você a mudar. Mas, se vários deles aparecem ao mesmo tempo, é bom olhar para a marca com atenção.
A marca não representa mais o que a empresa faz
É o motivo mais comum. A empresa começou vendendo uma coisa e hoje vende outra, ou atende outro tipo de cliente. Uma loja que nasceu popular e agora trabalha com produtos mais caros, por exemplo, pode ter uma marca que passa a mensagem errada para o novo público. Quando o cliente olha a logo e imagina um negócio diferente do seu, a identidade está trabalhando contra você.
Ela não funciona no celular e nas redes sociais
Muitas logos foram criadas pensando em placa de fachada ou papel timbrado. No celular, num ícone redondo de perfil do Instagram ou no Google Maps, elas viram uma mancha ilegível. Letras finas demais, detalhes pequenos e muitas cores são os vilões de sempre. Se a sua marca só fica bonita em tamanho grande, ela está desatualizada para o jeito como as pessoas encontram empresas hoje.
Cada material sai de um jeito
O cartão de visita tem uma cor, o site tem outra, o Instagram usa uma terceira fonte e a fachada parece de outra empresa. Isso acontece quando não existe um padrão definido, só uma logo solta. O resultado é uma marca que ninguém reconhece de primeira, porque ela muda toda vez que aparece.
Você tem vergonha de mostrar a marca
Parece bobo, mas é um sinal forte. Se você evita colocar a logo num orçamento, pede desculpas pelo site ou prefere não entregar o cartão, a marca já está pesando na sua confiança comercial. E o cliente percebe.
A marca se parece demais com a de um concorrente
Em mercados locais, como o de Maringá e região, é comum encontrar empresas do mesmo segmento com cores e símbolos quase iguais. Se o cliente confunde você com o vizinho, sua marca não está cumprindo a função mais básica: ser lembrada.
Ajustar ou mudar tudo?
Nem todo incômodo pede uma marca nova. Na prática, existem dois caminhos.
Redesenho: atualizar sem romper
No redesenho você mantém a essência da marca, mas moderniza a forma. A logo fica mais simples, as cores ganham contraste, a fonte fica mais legível, e são criadas versões para usar em tamanhos pequenos. Quem já conhece a empresa continua reconhecendo, só que com uma cara mais atual.
É o caminho certo para a maioria das pequenas e médias empresas que têm uma marca já conhecida na cidade, mas com aparência datada.
Rebranding: mudar a direção
O rebranding vai além do visual. Muda o posicionamento, o público que a empresa quer atingir, às vezes até o nome. Faz sentido quando houve uma mudança grande no negócio: fusão de sociedades, troca de segmento, nome que gera confusão ou que não pode mais ser usado.
É um projeto maior e exige mais planejamento de comunicação, porque você está pedindo para o cliente reaprender quem você é.
Uma pergunta que ajuda a decidir
Pergunte a si mesmo: o problema está na aparência da marca ou no que ela diz? Se for aparência, um redesenho costuma resolver. Se for a mensagem, o público ou o nome, é provável que você precise de algo mais profundo.
Como fazer a troca sem perder clientes
Uma identidade nova mal lançada pode confundir. Algumas atitudes simples evitam isso.
Mantenha algum elo com a marca antiga. Uma cor, a forma do símbolo, o jeito de escrever o nome. Esse fio de continuidade ajuda o cliente a ligar a marca nova à empresa que ele já conhece.
Faça a lista de onde a marca aparece. Site, Instagram, Facebook, WhatsApp Business, Perfil da Empresa no Google, fachada, veículos, uniformes, cartões, embalagens, assinatura de e-mail, modelos de orçamento. É comum esquecer metade desses lugares e passar meses com duas marcas convivendo.
Defina uma data para a virada. Trocar tudo aos poucos, sem prazo, deixa a empresa com cara de desorganizada. O ideal é ter os materiais digitais prontos para subir no mesmo dia e um cronograma curto para os impressos e a fachada.
Conte a novidade. Um post, uma mensagem para os clientes, uma explicação curta no site. Mostrar o antes e o depois e dizer por que a empresa mudou transforma a troca em notícia boa, e não em estranhamento.
Peça um manual de marca. Ele define cores, fontes, versões da logo e como usar cada uma. Sem ele, em pouco tempo cada material volta a sair de um jeito, e você está de novo no problema que motivou a mudança.
O site precisa acompanhar a nova marca
De todos os lugares onde a marca aparece, o site é o que mais pesa na primeira impressão de quem pesquisa a empresa no Google. Uma identidade nova com um site antigo passa a sensação de trabalho pela metade. Por isso, muitas empresas aproveitam a mudança de identidade para refazer o site de uma vez, já com as cores, fontes e o tom de voz novos.
Se você está nesse momento e ainda acha que o Instagram basta, leia também tenho Instagram, preciso mesmo de um site?.
Em resumo
Mudar a identidade visual não é questão de moda nem de cansaço com a logo. É uma decisão de negócio, que faz sentido quando a marca deixou de representar a empresa, não funciona nos canais que o cliente usa ou atrapalha você a vender. Na dúvida, comece pelo diagnóstico: entenda o que incomoda, decida entre ajuste e mudança completa e planeje a troca com calma. Se quiser ajuda nesse processo, a VEC Digital cuida da identidade visual e do site juntos, para que tudo saia com a mesma cara. Veja nossos serviços ou fale com a gente pelo contato.
Perguntas frequentes
De quanto em quanto tempo devo mudar a identidade visual?
Não existe um prazo fixo. A mudança faz sentido quando a marca deixa de representar o que a empresa é hoje ou começa a atrapalhar a comunicação. Trocar só por enjoo costuma confundir o cliente.
Mudar a identidade visual faz a empresa perder clientes?
Pode confundir quem já conhece a marca se a troca for brusca e mal comunicada. Por isso vale manter algum elo com a marca antiga e avisar os clientes antes. Feita com planejamento, a mudança tende a ser bem recebida.
Qual a diferença entre redesenho e rebranding?
No redesenho você atualiza a forma da marca, como logo, cores e fontes, mantendo a essência. No rebranding você muda também o posicionamento, o público ou até o nome. O primeiro é bem mais comum em pequenas empresas.
O que precisa ser trocado quando a identidade visual muda?
Tudo onde a marca aparece, como site, redes sociais, Perfil da Empresa no Google, fachada, cartões, uniformes e materiais impressos. Faça uma lista antes de começar e defina uma data para a virada.
Conrado
Sócio-fundador da VEC Sistemas, empresa de software de Maringá com 15 anos de mercado, e responsável pela área comercial da VEC Digital. Escreve aqui o que responde para clientes todos os dias.