Seu site pode parar sozinho, sem ninguém tocar em nada
Nosso formulário parou de enviar e o painel caiu, sem ninguém mexer no site. O motivo foi a atualização do servidor. Veja como evitar isso na sua empresa.
Quinta-feira de manhã, o formulário do nosso site parou de enviar e-mail. Nenhum aviso, nenhuma tela de erro para quem preenchia. A pessoa clicava em enviar, via a mensagem de "pedido recebido" e ia embora achando que estava tudo certo. Só que o e-mail não chegava em ninguém.
No mesmo dia, o painel administrativo também parou. Tela branca com erro 500, aquela mensagem genérica que não explica nada.
O detalhe que faz a história valer a pena: ninguém tinha tocado no site. Nenhuma alteração, nenhuma publicação, nenhum plugin instalado. O código era exatamente o mesmo que funcionava na véspera.
O que tinha mudado
A hospedagem atualizou a versão do PHP do servidor.
Se você não é da área, PHP é a linguagem em que a maioria dos sites é escrita. É o motor que faz o site funcionar por trás das telas. E, como todo software, ele tem versões: 5, 7, 8. A cada versão nova, coisas antigas deixam de existir.
É mais ou menos como uma peça que sai de linha. O carro continua o mesmo, mas a peça que ele usava não é mais fabricada. No nosso caso, uma função que o sistema de envio de e-mail usava simplesmente não existe mais na versão nova. O servidor atualizou, o código continuou pedindo a peça velha e a coisa parou.
Isso não é um defeito da hospedagem. Versões antigas de PHP param de receber correção de segurança, e manter todo mundo numa versão sem suporte seria pior. Empresas sérias atualizam mesmo. O que costuma faltar é aviso, e principalmente alguém do lado de cá preparado para receber essa mudança.
Por que esse tipo de falha é o pior de todos
Se o site sai do ar inteiro, você descobre em minutos. Alguém liga, um cliente avisa, você mesmo entra e vê.
Agora repara no que aconteceu no nosso caso: o site continuou no ar, bonito, rápido, com tudo no lugar. Só o formulário parou. E parou em silêncio, mostrando a mensagem de sucesso para quem enviava.
Pensa no tamanho do estrago. Uma empresa que recebe cinco pedidos de orçamento por semana pelo site pode passar um mês inteiro assim. São vinte clientes que levantaram a mão, receberam um "recebemos seu pedido" e nunca foram respondidos. Eles não vão ligar para reclamar. Vão fechar com o concorrente e, pior, ficar com a impressão de que a sua empresa não responde.
Você nem fica sabendo. Só nota que o mês foi mais fraco.
Como não ser pego de surpresa
Não dá para impedir que a hospedagem atualize. Dá para não ser pego desprevenido. Quatro coisas resolvem quase tudo:
- Saiba quem cuida do seu site hoje. Essa é a pergunta mais desconfortável. Muita empresa não sabe responder. Se o site foi feito há cinco anos por alguém que sumiu, você não tem site: você tem uma bomba-relógio com o seu nome na porta.
- Teste o formulário todo mês. Preencha você mesmo, com um e-mail seu, como se fosse um cliente. Leva dois minutos. Confira se chegou, inclusive na caixa de spam. Coloque isso na agenda, no mesmo dia em que você paga alguma conta fixa.
- Não dependa só do e-mail. Todo pedido feito no site deveria ser gravado no banco de dados também, além de disparar o e-mail. Assim, se o envio falhar, o pedido continua guardado e você não perde o cliente. Foi exatamente assim que montamos o nosso, e por isso nada se perdeu enquanto o e-mail estava fora.
- Saiba em que versão de PHP seu site roda. Se a resposta for uma versão antiga, como 5.6 ou 7.0, o problema já está marcado no calendário. Não é questão de "se", é de "quando".
Quanto tempo leva para consertar
No nosso caso, algumas horas. E isso porque temos o código, o acesso ao servidor e gente que entende do assunto.
Quando a empresa não tem nada disso, a conta é outra. Primeiro vem a busca pelo profissional que sumiu, depois a descoberta de que ninguém tem a senha do painel ou o acesso à hospedagem, e às vezes nem o domínio está no nome da empresa. Aí não são horas: são semanas, com o site meio quebrado no meio do caminho.
É o mesmo raciocínio de quem tem site parado há anos e acha que está tudo bem porque "ele está no ar". Site não é quadro na parede. É software, e software envelhece.
O que fazer agora
Se você leu até aqui e ficou com aquela sensação de que não sabe em que pé está o seu site, faça o teste do formulário hoje. É de graça, leva dois minutos e responde a pergunta mais importante: o seu site está deixando o cliente falar com você?
Se descobrir que não está, ou se ninguém cuidar do seu site hoje, a gente resolve. Você pode ver como trabalhamos na página de criação de sites. Se estiver pesquisando valores, explicamos o que muda o preço em quanto custa um site em Maringá. E se ainda está decidindo o que a sua empresa precisa, vale ler site institucional ou landing page.
Perguntas frequentes
Como descubro em que versão de PHP meu site roda?
No painel da sua hospedagem, geralmente em "Selecionar versão do PHP" ou "MultiPHP Manager". Se não achar, peça para o suporte da hospedagem: eles respondem em minutos. Se a resposta for uma versão 5 ou 7.0, o seu site já está em cima do prazo.
Posso só voltar para a versão antiga do PHP?
Pode, e resolve na hora. Mas é remendo, não conserto. Versões antigas não recebem mais correção de segurança, e a hospedagem pode desativá-las a qualquer momento. Sirva-se disso para ganhar tempo enquanto arruma o código.
Meu site é WordPress, corro o mesmo risco?
Corre, com um agravante: além do PHP, existem o WordPress e os plugins, que também atualizam e às vezes brigam entre si. Site em WordPress abandonado costuma quebrar antes, e é o alvo preferido de invasão.
Conrado
Sócio-fundador da VEC Sistemas, empresa de software de Maringá com 15 anos de mercado, e responsável pela área comercial da VEC Digital. Escreve aqui o que responde para clientes todos os dias.