Black Friday: o que arrumar no seu site antes de anunciar
Uma página por oferta, o site aguentando o pico, quem responde no dia e o roteiro das cinco semanas até o dia oficial do evento, dia 27 de novembro.
A Black Friday cai em 27 de novembro. São pouco mais de cinco semanas, e é tempo suficiente — desde que a preparação comece agora e não na véspera.
O erro mais comum é tratar a data como um dia. Ela é um dia de venda e cinco semanas de preparação. Quem inverte isso passa a sexta-feira apagando incêndio em vez de atender cliente.
Abaixo, o que arrumar no site, na ordem, com o tempo que cada coisa leva.
Uma página por oferta, não um banner na home
Esse é o ponto que mais muda resultado, e o mais ignorado.
Quando a pessoa clica num anúncio de um produto específico e cai na página inicial, ela precisa procurar dentro do seu site aquilo que já tinha procurado antes de clicar. Boa parte volta.
Se você vai anunciar três ofertas, são três páginas, cada uma falando de uma coisa só, com o preço, o que está incluso, até quando vale e um caminho único de ação. Detalhei o que cada uma precisa ter em landing page que converte.
Essas páginas não precisam estar no menu. Só quem vem da campanha precisa vê-las — e elas podem ser desligadas no dia seguinte sem mexer no resto do site.
O seu site aguenta o dia?
Duas perguntas diferentes, que costumam ser tratadas como uma.
Velocidade. Na Black Friday a pessoa está comparando três abas ao mesmo tempo. Site que demora perde antes de mostrar o preço. Vale testar agora, pelo celular, com dados móveis — expliquei como em seu site demora pra abrir no celular?.
Pico de acesso. Se você vai investir em anúncio, o site vai receber num dia o que normalmente recebe num mês. Pergunte a quem cuida da sua hospedagem se o plano atual aguenta, e pergunte agora — reforçar hospedagem é fácil em outubro e é uma operação de risco na véspera.
Quem responde no dia?
O gargalo quase nunca é o site. É o que acontece depois do clique.
Se o seu caminho de venda termina no WhatsApp, pense em quantas mensagens vão chegar juntas e quem vai responder. Mensagem que espera duas horas na Black Friday não é um cliente atrasado, é um cliente que comprou do concorrente.
Três coisas simples resolvem a maior parte: deixar o link do WhatsApp com a mensagem já preenchida, dizendo de qual oferta a pessoa veio; ativar a saudação automática avisando que alguém já vai atender; e combinar antes quem fica de plantão nas horas de pico. O primeiro item está explicado em link do WhatsApp no site.
As cinco semanas, por ordem
Um roteiro que cabe na rotina de quem também está tocando a empresa:
Esta semana. Decida quais ofertas entram e com qual preço. Sem isso definido, nada mais anda. É a parte que não dá para terceirizar.
Daqui a quatro semanas da data. Monte as páginas. É o momento de escrever o texto, separar as fotos e montar cada página de oferta.
Três semanas antes. Teste tudo pelo celular: o link do anúncio, a página, o botão, o formulário, o WhatsApp. Peça para alguém que não participou fazer o caminho inteiro e falar onde travou.
Duas semanas antes. Comece a avisar. Conteúdo nas redes, aviso para a lista de clientes, antecipação para quem já comprou. Quem chega na data sem ter aquecido ninguém depende só de anúncio, e anúncio na semana da Black Friday é o mais caro do ano.
Na semana. Campanha no ar, equipe avisada, estoque conferido. E alguém com a responsabilidade de olhar o site algumas vezes por dia.
Os erros que queimam a marca
Esses custam mais do que a venda perdida, porque ficam.
Preço maquiado. Subir o valor em outubro para dar desconto em novembro. O cliente confere, as redes sociais comentam, e você perde a confiança de quem já comprava.
Frete que aparece no fim. A pessoa percorre tudo animada e descobre o custo real na última tela. Se o frete é caro, diga logo e explique por quê.
Oferta esgotada e a página no ar. Acabou o estoque e o anúncio continua rodando. Você paga por cliques que viram frustração. Combine antes quem desliga o quê.
Condição escondida. "Até 70% off" quando um produto tem 70% e o resto tem 10%. Funciona uma vez e queima para sempre.
Depois da sexta-feira
Duas coisas que quase ninguém faz e valem muito.
Anote, ainda na semana seguinte, o que funcionou e o que travou: qual oferta vendeu, de onde veio a gente, onde a conversa emperrou. Daqui a um ano você não vai lembrar, e esse registro vale mais que qualquer relatório pronto.
E lembre que quem comprou nessa data é cliente novo que chegou pelo preço. Se ninguém falar com ele de novo em janeiro, ele volta a ser desconhecido. O trabalho de transformar comprador de Black Friday em cliente começa na segunda-feira seguinte.
Se quiser que a gente cuide das páginas e da campanha, dá uma olhada na página de serviços. Vale conversar nas próximas duas semanas — depois disso o prazo começa a trabalhar contra.
Perguntas frequentes
Quando a Black Friday 2026 acontece?
Em 27 de novembro, a última sexta-feira do mês, com a Cyber Monday em 30 de novembro. Na prática a semana inteira vira período de oferta, então vale planejar para a semana, não para o dia.
Preciso de uma página separada para cada oferta?
Se você vai anunciar, sim. Quem clica num anúncio de um produto e cai na página inicial precisa procurar de novo o que já tinha procurado — e boa parte desiste. Essas páginas não precisam estar no menu e podem ser desligadas no dia seguinte.
Meu site aguenta o movimento da Black Friday?
Pergunte a quem cuida da sua hospedagem, e pergunte agora. Com anúncio no ar, o site recebe num dia o que normalmente recebe num mês. Reforçar hospedagem é simples em outubro e é operação de risco na véspera.
Vale a pena participar se minha empresa é de serviço?
Vale, mas o formato muda. Em vez de desconto no produto, funcionam condição de pagamento, pacote fechado ou prazo garantido para quem contratar na data. O que não funciona é inventar um desconto que você não pode sustentar.
Conrado
Sócio-fundador da VEC Sistemas, empresa de software de Maringá com 15 anos de mercado, e responsável pela área comercial da VEC Digital. Escreve aqui o que responde para clientes todos os dias.