Tenho Instagram, preciso mesmo de um site?
Quem tem mais de 400 mil seguidores responde: por que o Instagram não substitui o site da sua empresa e por onde começar se hoje você só tem o perfil.
"Eu já tenho Instagram, preciso mesmo de um site?"
Essa é provavelmente a pergunta que mais chega pra gente. E ela faz sentido: o Instagram é de graça, todo mundo está lá, dá para postar, responder no direct e até vender sem gastar um real com site.
Vou responder com a carta na mesa. Eu tenho uma conta com mais de 400 mil seguidores. Se existisse alguém que pudesse dizer "esquece o site, o Instagram basta", seria eu. E mesmo assim minha resposta é não.
Explico por quê, sem romantismo.
O que o Instagram faz muito bem
Começo pelo que é verdade: o Instagram é imbatível em relacionamento. É onde a pessoa conhece você, vê o seu rosto, acompanha o dia a dia, cria simpatia. É onde ela descobre que a sua empresa existe sem estar procurando por ela.
Também é ótimo como prova social. Quem está em dúvida abre o perfil, vê os trabalhos, os comentários, quem segue. Isso pesa na decisão, e um site não substitui.
Então não é Instagram contra site. É entender que eles trabalham em momentos diferentes da cabeça do cliente.
O que o Instagram não faz
Ele não aparece quando a pessoa está procurando. Pensa em como você mesmo contrata um serviço que não conhece. Você não entra no Instagram e digita "eletricista em Maringá". Você vai no Google. E o que aparece lá são sites e o Perfil da Empresa no Google, não posts.
Essa é a diferença que quase ninguém percebe: o Instagram alcança quem não estava procurando você. O Google entrega quem já está procurando o que você vende, agora, com dinheiro na mão. Quem depende só do Instagram está fora dessa segunda fila, que é justamente a mais quente.
Ele não responde as dúvidas da decisão. Quem está prestes a fechar um serviço de valor maior quer saber há quanto tempo a empresa existe, onde ela fica, quem ela já atendeu, se tem CNPJ. Isso não cabe num feed. Cabe num site, organizado, que responde sozinho, às onze da noite, sem ninguém do outro lado.
A parte desconfortável: a conta não é sua
Aqui é onde eu falo do meu próprio caso.
Mais de 400 mil seguidores foram anos de trabalho. E a verdade incômoda é que tudo isso está guardado na casa dos outros. Se amanhã a conta for invadida, ou bloqueada por engano, ou se a plataforma decidir mudar uma regra, eu perco o acesso à minha audiência de uma vez só. Já vi acontecer com gente grande. O suporte é um formulário, e a resposta pode demorar semanas, quando vem.
E tem a parte silenciosa: o alcance. Você não controla quantos seguidores veem o que você posta. Isso é decidido por um algoritmo que muda quando quiser. Hoje seu post chega em 10% das pessoas. Amanhã pode chegar em 3%, e você não pode fazer nada.
O site é o oposto disso. O domínio é seu, o conteúdo é seu, ninguém derruba, ninguém reduz seu alcance por decisão comercial. Se a sua empresa depende inteiramente de uma plataforma que você não controla, você não tem um negócio digital. Você tem um negócio alugado.
Se hoje você só tem Instagram, comece por aqui
Não precisa fazer tudo de uma vez. A ordem que eu recomendaria para quem está do zero:
- Perfil da Empresa no Google. É de graça e é o passo com maior retorno imediato. É ele que coloca sua empresa no mapa e nas buscas da cidade. Se você fizer só isso este mês, já vale.
- Um site institucional enxuto. Não precisa ser gigante: início, serviços, sobre, clientes e contato já resolvem. O importante é ter página de serviço de verdade, porque é ela que o Google usa para entender o que você faz.
- Ligar as pontas. Link do site na bio, endereço do site nas artes, site apontando para o Instagram. Cada um empurrando para o outro.
- Conteúdo no site, não só no feed. Aquele conteúdo que você já produz para o Instagram pode virar texto no blog do site. A diferença é que o post some em 48 horas e o texto continua trazendo gente do Google por anos.
E vale ter site sem Instagram?
Vale, e para muita empresa funciona melhor. Prestador de serviço técnico, indústria, negócio B2B: boa parte dos clientes chega pelo Google, não pelo feed. Manter rede social por obrigação, postando de vez em quando sem estratégia, costuma render menos que uma página de serviço bem feita.
O erro de verdade não é escolher um dos dois. É achar que um deles, sozinho, resolve tudo, e descobrir isso no dia em que o outro faz falta.
Se você quer saber por onde começar, a gente explicou a diferença entre os tipos de site em site institucional ou landing page, e o passo a passo para ser encontrado na cidade em como aparecer no Google em Maringá. Se já quiser ver como a gente trabalha, é só abrir a página de criação de sites.
Perguntas frequentes
Link na bio com Linktree resolve?
Ajuda a organizar, mas é a mesma dependência: mais uma ferramenta de terceiro, que não aparece no Google e não conta a história da sua empresa. Funciona como remendo enquanto o site não existe, não como substituto.
E se eu vendo tudo por direct, ainda preciso de site?
Se está funcionando, ótimo, não pare. Mas repare que você só vende para quem já te achou no Instagram. O site abre a porta de quem está procurando seu serviço agora no Google e nunca ouviu falar de você.
Quanto tempo leva para o site começar a aparecer no Google?
Site novo costuma levar de alguns dias a algumas semanas para ser indexado, e alguns meses para ganhar posição em buscas disputadas. Perfil da Empresa no Google é bem mais rápido e por isso deve vir primeiro.
Conrado
Sócio-fundador da VEC Sistemas, empresa de software de Maringá com 15 anos de mercado, e responsável pela área comercial da VEC Digital. Escreve aqui o que responde para clientes todos os dias.